A palavra-chave é coerência: o que o carro realmente apresenta define o preço, não o que se deseja pedir por ele.
Dois cuidados antes de qualquer negociação
O primeiro: valor anunciado na internet não reflete o valor real de venda. Existe um erro sistemático de 5% a 10% entre o preço anunciado e o preço pelo qual o carro de fato vende — um carro anunciado por R$ 80 mil tende a vender por R$ 70 a 74 mil.
O segundo: a tabela FIPE não é referência de valor de mercado — foi criada para uso em seguro. Ela erra tanto para mais quanto para menos, dependendo de marca e modelo. As pessoas reclamam quando o valor fica abaixo da tabela, mas não questionam quando fica acima — o erro é simétrico, só a reação das pessoas não é.
O método
Primeiro, definir o valor médio de mercado do carro considerando ele em bom estado — revisões em dia, sem batida, pneus bons, pronto para uso. Depois, ajustar esse valor de acordo com o que aquele carro específico realmente apresenta: para baixo se teve acidente, pneu ruim, revisão pendente; para cima se está fora da curva — menos rodado que a média, estado impecável, upgrades.
Também entra na conta a pressa do vendedor: vender rápido ou vender no tempo certo determina o valor pedido. E existe uma prática comum no Brasil de pedir um pouco a mais que o valor-alvo, para que o comprador tenha a sensação de estar levando vantagem na negociação.
Leitura da Royal:
Formar preço não é olhar tabela, é partir do valor médio do carro em bom estado e ajustar para cima ou para baixo conforme o que aquele carro específico realmente apresenta — coerência acima de fórmula.
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